Supertempestade solar

Supertempestade solar 2024: Entenda por que o fenômeno pode derrubar a internet por meses em todo mundo

O fenômeno já se manifestou em 1859, porém, desta vez, os danos podem ser mais significativos devido à dependência econômica da conectividade

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Suzyanne Freitas

Publicado em 15/11/2023 às 8:42 | Atualizado em 15/11/2023 às 9:27
Supertempestade solar pode ser capaz de impactar a qualidade da internet por vários meses - Reprodução/Pixabay

Um conjunto de cientistas recentemente emitiu um alerta sobre a iminência de uma supertempestade solar, capaz de impactar a qualidade da internet por vários meses, configurando-se como um potencial "apocalipse" digital.

Os primeiros indícios desse fenômeno foram comunicados pelo pesquisador Peter Becker, vinculado à Universidade George Mason, nos Estados Unidos (EUA).

Ele faz parte de um grupo no Laboratório de Pesquisa Naval, dedicado ao desenvolvimento de um sistema que tem o propósito de alertar as pessoas pelo menos 18 horas antes que as partículas da supertempestade comecem a afetar a Terra.

SUPERTEMPESTADE SOLAR

Conforme explicado pelo especialista, a supertempestade solar é resultado das explosões solares que liberam massa coronal (EMC) em direção ao planeta, desencadeando alterações significativas em nosso campo magnético.

FENÔMENO PODE AFETAR A INTERNET? 

Durante uma entrevista à Fox Weather, Becker esclareceu que quando a massa coronal é liberada, ocorrem simultaneamente grandes erupções de gás ionizado, geradas na coroa solar.

Quando esse gás entra em contato com o campo magnético da Terra, pode desencadear tempestades geomagnéticas, afetando o funcionamento dos meios de comunicação e das estações elétricas.

"A internet atingiu a maioridade durante uma época em que o Sol estava relativamente calmo. Agora, ele está entrando em uma época mais ativa. Esta é a primeira vez na História da Humanidade que houve um aumento da atividade solar com tamanha dependência da internet".

Ele também destacou que uma supertempestade semelhante ocorreu em 1859. Contudo, o cientista expressa preocupação de que, desta vez, os danos resultantes do fenômeno possam ser mais severos, considerando a dependência global da internet, principalmente para diversas atividades econômicas.

Dessa forma, o cientista ponderou que a chegada da massa coronal pode desencadear uma temporada caótica, com impactos na rede elétrica, satélites, GPS e equipamentos de comunicação.

"No Evento de Carrington, faíscas literalmente voaram das linhas telegráficas. Alguns operadores foram eletrocutados, porque os fios carregavam alta tensão. Isso não deveria acontecer, mas as variações do campo magnético tornaram-se tão fortes que quase viraram um gerador. Agora, a CME poderia realmente fritar os sistemas por várias semanas a meses, e toda a infraestrutura vai precisar ser reparada".

Na visão do pesquisador, a situação será alarmante em 2024, já que o ciclo solar tem potencial para atingir o pico nesse ano.

Há uma probabilidade mínima de 10% de que, a partir de 2030, uma supertempestade de grande magnitude possa efetivamente interromper o funcionamento da internet.

DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS PODEM SER DANIFICADOS?

Becker destacou a possibilidade de uma interrupção no campo magnético por um período de 18 a 24 horas.

Nesse intervalo, é recomendado desligar os aparelhos eletrônicos como medida preventiva para evitar potenciais complicações.

"Há coisas que podem ser feitas para mitigar o problema, e o alerta é um deles. No longo prazo, estamos falando sobre um fortalecimento da internet, o que é um desafio econômico, e o projeto funcionaria como uma apólice de seguro. Você pode nunca precisar isso, e custaria trilhões para realmente fortalecer o sistema", disse.

Fonte: Exame

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