Um estudo recente divulgado em novembro indicou que um aumento nos benefícios do Bolsa Família destinados aos beneficiários negros poderia ser uma medida para diminuir a desigualdade social no Brasil.
AUMENTO NO BOLSA FAMÍLIA
De acordo com a pesquisadora Mayara Amorim, autora do estudo, os negros são os mais impactados pela pobreza e pela extrema pobreza, justificando a necessidade de considerar um aumento nos benefícios do Bolsa Família para esse grupo.
Conforme a mestra em direito pela PUC Campinas, os afrodescendentes encontram maiores desafios para ascender social e economicamente.
Para Amorim, é crucial identificar o perfil das pessoas em situação de pobreza ou extrema pobreza e entender como elas conseguem sobreviver com rendimentos tão limitados.
Segundo o Banco Mundial, aqueles em situação de pobreza vivem com um poder de compra de até US$ 5,50 por dia, aproximadamente R$ 26 na cotação atual do dólar.
Já os em extrema pobreza têm à disposição apenas US$ 1,90, o que equivale a aproximadamente R$ 9 por dia.
Para a pesquisadora, os resultados da pesquisa revelam os efeitos do "racismo estrutural". Ela enfatiza que essa discriminação institucionalizada intensifica a disparidade de renda entre pessoas pretas e pardas, moldada pela distribuição das estruturas econômicas.
Outra descoberta do estudo é a maior vulnerabilidade social das mulheres negras. "Precisamos colocar a figura da mulher negra como um motor do desenvolvimento social de forma estratégica no nosso país", destaca a pesquisadora.
Segundo dados do governo federal, em março deste ano, 81,2% dos benefícios do Bolsa Família foram destinados a mulheres.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, 63% das casas chefiadas por mulheres negras com filhos de até 14 anos estão abaixo da linha da pobreza.
As informações são da CNN Brasil
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