Funcionários do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) de São Paulo decidiram aderir à greve unificada que será realizada na próxima terça-feira (28).
A categoria é contra privatizações e terceirizações propostas pelo governo.
- A paralisação deve afetar as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô e as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM.
A greve também inclui a participação da Sabesp e de outros órgãos governamentais, como a USP (Universidade de São Paulo) e a Fundação Casa.
NOVA ASSEMBLEIA
Uma nova assembleia está marcada para as 16h da segunda-feira (27), um dia antes da paralisação, na frente da Câmara de Vereadores da cidade de São Paulo. Nesse encontro, as categorias devem tomar a decisão final em relação à greve.
GREVE
Os metroviários, ferroviários e outros representantes do funcionalismo público protestam contra as propostas do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) de privatizar e terceirizar empresas públicas.
A presidente do sindicato dos Metroviários, Camila Lisboa, afirmou que o governo "acelerou o processo de privatização". "No Metrô e na Fundação Casa, através dos editais de terceirização, na Sabesp, com envio do PL que tramita em caráter de urgência na Alesp, e para Educação, impõe um corte de 10 bilhões", disse.
Os metroviários ainda propuseram que as catracas dos trens e do metrô fossem liberadas no dia da greve, mas o governo não aceitou.
reivindicações
Além das privatizações e terceirizações, os metroviários também reivindicam aumento salarial de 10%, além de melhorias nas condições de trabalho.
Os funcionários do Metrô já cruzaram os braços três vezes este ano. As pautas anteriores foram reivindicações trabalhistas e também as privatizações.