A hanseníase, historicamente associada ao termo 'lepra', não é apenas uma condição médica, mas um desafio que demanda compreensão e combate ao estigma.
No Brasil, classificado como o segundo país do mundo com mais casos da doença, a conscientização sobre os sintomas da hanseníase é muito importante, para que haja maiores chances de diagnósticos precoces, que fazem grande dirença no tratamento.
SINTOMAS DE HANSENÍASE
Vamos falar sobre os principais sintomas e sinais da hanseníase. Acompanhe!
Manchas na pele e sensibilidade alterada
O primeiro sinal muitas vezes negligenciado são as manchas na pele, variando de brancas a amarronzadas.
O aspecto decisivo aqui não é apenas a mudança de cor, mas também a alteração na sensibilidade térmica (ao calor e frio), na percepção dolorosa e tátil.
Comprometimento nervoso
O comprometimento dos nervos periféricos é um marco distintivo da hanseníase. Espessamentos nervosos, associados a alterações sensitivas, motoras e autonômicas, são indicadores-chave.
Áreas com diminuição de pelos e suor, além de sensações de formigamento e fisgadas, principalmente em mãos e pés, são sintomas que não devem ser ignorados.
Perda de sensibilidade e nódulos
À medida que a hanseníase progride, a perda de sensibilidade e força muscular pode se manifestar, especialmente na face, mãos e pés.
Nódulos, em alguns casos avermelhados e dolorosos, podem aparecer no corpo, denunciando um estágio mais avançado da doença.
Transmissão da hanseníase e estigma
É muito importante esclarecer que a transmissão da hanseníase não ocorre por gestos comuns do cotidiano. Abraços, compartilhamento de utensílios e roupas não são vias de contágio, embora essas práticas estejam carregadas de estigmas para pessoas com a doença.
A hanseníase é transmitida através das vias aéreas superiores, durante espirros, tosse ou fala, e requer contato próximo e prolongado para infectar.
Hanseníase tem cura?
É importante desmistificar a ideia de que a hanseníase é incurável. Com os avanços médicos e a conscientização crescente, a cura tornou-se uma realidade acessível para muitos.
Além disso, o tratamento eficaz reduz a transmissão da doença, contribuindo para a prevenção e controle.
No SUS, o tratamento para hanseníase acontece em unidades de saúde, sem precisar de internação. O tratamento usa três medicamentos - rifampicina, dapsona e clofazimina - chamado de PQT-U, que é eficaz e seguro.
A duração do tratamento depende da forma da doença. Para casos menos graves, são seis meses, e para casos mais graves, doze meses. Os medicamentos impedem a transmissão da doença desde o início do tratamento.
Durante as consultas mensais, o paciente recebe os medicamentos e faz uma dose supervisionada no local.
As outras doses são tomadas em casa. Completar o tratamento da hanseníase corretamente, dentro do prazo, leva à cura.
Fonte: Ministério da Saúde