Como escolher o melhor método contraceptivo? Veja 7 opções, benefícios e malefícios
É importante agendar uma consulta com uma ginecologista para uma prescrição personalizada, considerando histórico médico, estilo de vida e preferências individuais
Com mais de 67% das mulheres brasileiras entre 15 e 49 anos utilizando métodos contraceptivos, a escolha do anticoncepcional certo se torna fundamental.
A ginecologista e obstetra Natália Piovani Banzato oferece orientações preciosas ajudar as mulheres a tomarem essa decisão, que tem impacto tanto a saúde reprodutiva quanto o bem-estar.
A seguir, apresentamos 7 opções de métodos contraceptivos, avaliando seus benefícios e malefícios.
1. Pílula anticoncepcional
As pílulas, compostas por progesterona e estrogênio, são uma escolha popular, prevenindo a gravidez e trazendo benefícios adicionais, como controle de acne e cólicas menstruais.
Entretanto, doses elevadas podem apresentar riscos, incluindo trombose e complicações cardiovasculares.
2. Contraceptivo injetável
A injeção anticoncepcional, contendo progesterona, estrogênio ou ambos, é administrada mensal ou trimestralmente.
Altamente eficaz, requer a avaliação de um profissional de saúde devido a contraindicações, incluindo histórico de trombose e problemas cardíacos.
3. DIU de cobre
O DIU de cobre é uma opção de longa duração, eficaz e não hormonal. Entretanto, pode aumentar o sangramento menstrual. A inserção desse método requer a assistência de um profissional de saúde.
4. DIU hormonal
O DIU hormonal, como Mirena e Kyleena, oferece eficácia semelhante com menos efeitos colaterais. Sua inserção e avaliação também exigem a assistência de um profissional.
5. Implante subcutâneo
O Implanon, conhecido como "chip anticoncepcional", oferece três anos de proteção eficaz com mínimos efeitos colaterais. No entanto, não é indicado para quem sofre de trombose ou câncer de mama.
6. Anel vaginal
O anel vaginal, com quase 99% de eficácia quando usado corretamente, oferece benefícios como diminuição do fluxo menstrual.
Entretanto, pode causar ganho de peso e desconforto durante a relação sexual.
7. Pílula do dia seguinte
A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência, não substituindo métodos regulares.
Seu uso frequente reduz sua eficácia e pode causar efeitos colaterais como alterações no ciclo menstrual e náuseas.
Natália Piovani Banzato destaca que, independentemente do tipo de método contraceptivo, a avaliação de um profissonal de saúde, como uma ginecologista, é indispensável, pois cada corpo tem necessidades e questões específicas a serem avaliadas.
Ela informa ainda que, embora os anticoncepcionais masculinos estejam em fase final de teste, a camisinha permanece como o único método que previne não apenas gravidez, mas também doenças sexualmente transmissíveis.
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